Ressurgimento de foco de incêndio na Chapada preocupa os bombeiros Sem sinal de chuva e com a manutenção das altas temperaturas, os focos de incêndio que surgiram no Parque Nacional da Chapada Diamantina nos últimos dias continuam dando trabalho. Até o final da tarde de ontem, o fogo que consumia o Morro do Gavião (Ibicoara) e a Serra do Macho Bomba (Mucugê) ainda não havia sido debelado. Com monitoramento contínuo nos sete pontos onde o incêndio havia sido extinto, o 11o GBM do Corpo de Bombeiros identificou o ressurgimento das chamas na margem do Rio Paraguaçu, próximo à cidade de Andaraí. A expectativa do comandante do grupamento, Elias Sá, era de que o combate imediato pudesse impedir o foco de voltar a se alastrar. Segundo Sá, o problema é recorrente nessa época do ano por conta da conjugação entre o clima quente e o hábito, cultivado por muitos agricultores, de preparar a terra através de queimadas. As labaredas do Morro do Gavião têm desafiado a ação dos bombeiros por conta da localização. "É difícil até para o helicóptero tomar posição", explica o comandante, que dispõe de 55 homens de prontidão para impedir danos maiores. Muitos também estão trabalhando nas atividades de rescaldo (resfriamento) exatamente para impedir que o fogo extinto volte a surgir. As equipes do 6o GBM, em Porto Seguro, têm direcionado o trabalho para evitar que as chamas reacendam. "O tempo nublado tem ajudado no combate e agora estão fazendo apenas monitoramento e rescaldo", informou a chefe do Parque Nacional do Monte Pascoal, Milene Maia. Entre a área do parque e a de uma reserva indígena vizinha, cinco focos foram debelados nos últimos dias. A extensão dos danos ainda está sendo estudada. Milene, no entanto, acredita que se não chover a situação se tornará crítica. No Parque do Descobrimento, maior reserva de mata atlântica do estado, o acompanhamento ininterrupto também está sendo mantido.
Fonte: Secrteraia de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SEMARH)


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